sexta-feira, 7 de outubro de 2011

postheadericon Idiota o suficiente para amar

  Fechar os olhos e sentir que o seu melhor só é seu porque alguém te fez assim. Não sei quantas palavras cabem em uma declaração assim, mas por mais que eu as coloque, nada vai ser comparado à quantidade que eu tenho no meu coração. Eu sei que as chances não estão do meu lado, mas mesmo assim, por mais que me falte esperanças, quero tentar.

  Porque por mais que eu tenha quase certeza de que não vá dar certo, por mais que eu acredite que ela vai me dizer um não, vale a pena se machucar por ela. Sei que ela não acredita no amor da mesma forma que eu, mas sei que dentro do coração tão duro e forte dela existe tanto sentimento. Eu quero fazer ela acreditar que o amor é a metade da felicidade.

  Sei que não sou o melhor, sei que ela tem opções muito melhores que eu, não sou idiota de acreditar que ela me enxerga como “alguém”. Mas... Por mais que tudo esteja contra mim, eu quero tanto ela. Uma pessoa que me fez perder o medo, que me fez querer seguir em frente, que me fez tentar ser sempre melhor, mesmo que ela não faça nem idéia disso, ela é essa pessoa.

  Provavelmente ela vai me dizer um não, mas em quanto eu não disser o que eu guardo pra ela, não vou conseguir decidir o próximo passo, porque podem ser dois: ou seguir em frente sozinho, ou seguir em frente com ela. Queria tanto poder dizer que eu sonho todas as noites com ela, mas mais que isso, queria poder sonhar junto dela. Mas... Fazer o que? Ela está tão longe de mim... Eu só quero que ela saiba que um dia eu senti algo assim...
terça-feira, 27 de setembro de 2011

postheadericon Ficar de pé mais uma vez

Às vezes eu me sinto tão frio, e minha cabeça é jogada no chão com todo o peso do mundo. Meu coração é um deserto e eu caminho por ele faz um certo tempo. A solidão envelhece e nos faz parar no tempo. Criei uma confusão do que eu sou com quem eu quero amar. Parecia uma guerra e eu estava caído no meio dela, vendo pessoas lutando, morrendo, sem razão alguma, apenas uma tola competição. Era a luta da minha razão com a minha emoção.

Mas eu não consigo ficar assistindo algo que não concordo sem levantar e gritar para parar. E ontem eu gritei: chega! Não quero mais ficar tentando não sofrer por futilidades dos meus sentimentos e nem por teimosia dos meus pensamentos. Eu sou assim. Muito de amor, muito de razão. E quero viver com os dois, pois os dois me fazem muito bem.

Correntes da carência me levaram próximo da loucura. A saudade de alguém que eu nunca tive estava corroendo minha cabeça e destruindo tudo em mim. Porém da mesma forma que o vento sabe destruir meus barcos, eu sei ir contra ele e mesmo me machucando eu vou estar de pé, forte, preparado, para sempre. Não nego que a falta de um abraço me deixa um pouco pra baixo, mas os sorrisos das pessoas que eu gosto me fazem estufar o peito e fechar os olhos.

Muitos dizem que eu vou encontrar alguém, muitos dizem que essa pessoa já está do meu lado e eu não percebo. Não sei, pois não tenho um destino. Mas eu vou continuar lutando pra ser o melhor, pra quando encontrar essa pessoa poder dizer aquelas três palavras que fazem de um pântano, um jardim, pra poder ser forte e proteger o meu amor, pra poder ser o melhor em viver um pra sempre. Pra sempre.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011

postheadericon O 3º fim

Talvez eu esteja sendo apenas um idiota. Mas... Já não consigo dizer que sinto o mesmo que sentia todos os dias. A felicidade não faz parte mais dos meus dias. De olhos fechados encaro o mundo, preparado para cair e levantar, mas sem um motivo para fazer isso. A solidão e o medo corromperam meu coração, minha mente, minhas vontades, minhas esperanças.

Eu não quero fazer ninguém chorar, mas eu não aguento mais. É vazio demais para pouco espaço. Meus pensamentos são empurrados para os olhos de alguém que eu queria tanto. Mas sorrisos falsos não fazem parte da vida, pois ela não é um teatro. Sem ninguém pra dedicar minhas palavras, sem ninguém pra poder tentar ser melhor, sem ninguém pra acreditar em um pra sempre, mesmo que seja ilusão.

Não tenho um rumo certo, mas sei que em breve terei de escolher. E tenho medo. Porque pra uma pessoa que tem o amor como tudo na vida, ficar tanto tempo sem amar é como escutar o agonizante choro de uma criança afogando e ter de assistir tudo. Não sou coitadinho, nem quero ser. Mas será que pedir um olhar, um abraço, alguns momentos, alguns sonhos e um amor, não precisa ser separado, pode ser tudo em uma pessoa, será que isso é pedir demais?

Por que eu sou tão idiota a ponto de acreditar nisso? Sou idiota e isso me machuca. Eu só preciso de sentir um coração batendo além do meu. Mas juro pela minha vida, que eu vou parar de acreditar nessas besteiras, que vou aceitar que os fatos, as condições, que no mundo hoje o amor é apenas mais uma parte esquecida na história.
sábado, 2 de julho de 2011

postheadericon O julgamento do bom

   Qual é o lado bom do bem? Não sei, pois não sei definir o que é "bem" ou "bom". Mas estou vivendo para saber. Ultimamente tenho errado com algo que muitos já perderam, a vida. Tenho tudo e não tenho feito nada. Posso mostrar o motivo dos meus erros, mas não quero justificar eles com os próprios motivos. Pois o primeiro passo para corrigir um erro é reconhecer o quanto errou e não porque errou.

   Vazios são lugares que em muitos casos são vantagem em existir, mas não é nenhuma vantagem quando estão dentro de mim. Eu acabo fazendo coisas que antes não pretendia nunca para mim, mas acabei fazendo para preencher o lugar onde consigo escutar o eco das minhas batidas. Minha vida tomou o mesmo rumo de um acidente de carro com o motorista embriagado, e o motorista aqui está em coma pro que o resto do mundo está  vivendo.

   Não é nada que eu possa lutar contra, mas é algo que eu tenho de superar, e sei que vou conseguir, mas dói tentar viver quando o maior motivo de estar vivo simplesmente não existe mais pra você. Andando sobre os cacos de vidro do vaso chamado esperança que eu mesmo destruí para que não pudesse tirar mais nada de lá dentro que pudesse me machucar, mas isso dói o dobro. Porém ainda acho que estou certo.

   Eu não quero ter de esperar para sempre por algo que sempre me faz falta. Vou seguir em frente, mudar meu jeito para ser algo que eu possa chamar de "meu". Encontrar um caminho no meio do deserto é difícil quando esse deserto se chama coração. Mas eu vou levantar a cabeça e seguir em frente, não nasci vencendo, mas não vou morrer perdendo. Porque a distância entre você e seus sonhos depende do quanto você acredita que eles podem ser reais.

Victor França Lopes.
quinta-feira, 30 de junho de 2011

postheadericon Um pouco de poucos

   Qual o sentido de tudo? É uma pergunta que atormenta aqueles que são baseados em críticas dogmáticas. Mas na verdade, "atormenta" toda a classe de crentes e céticos. Não busco uma resposta para esta pergunta pois ela é uma pergunta onde a resposta depende de muitas variáveis, onde a própria quantidade de incógnitas se torna incalculável.

   Alguns vão me dizer que o sentido de tudo é crer que tudo pode ser melhor. Outros vão dizer que é para viver para um pai maior, conhecido popularmente na crença ocidental como Deus. Mas buscar sentido para algo que não se pode sentir é o mesmo que dizer que careca é uma cor de cabelo. Você não pode sentir tudo ao mesmo tempo para dizer qual é o seu sentido. Respostas para perguntas assim nunca poderão ser absolutas.

   Eu particularmente creio da mesma forma que um crente acredita em Deus, que um cético nega sua existência, que o amor é a essência do fundamental. Amar conhecimento, filosofia. Amar evolução, tecnologia. Amar explicações provadas, ciência. Amar uma pessoa, amor. Não consigo achar palavras em meu curto e ignorante dicionário mental para definir um sentimento que para mim forma a base do que é um ser humano.

   O mundo precisa aprender muito, mas não vou julgar isso, pois se a mudança deve acontecer, ela acontecerá não no mundo, mas em cada pessoa dele. Não adianta querer atingir "a massa", pois estaríamos sendo mais porcos que esta lavagem que chamam de formação do sujeito social. Comprar, consumir, seguir, aceitar. Algumas dessas palavras são até saudáveis, mas a diferença entre serem bons remédios ou poderosos venenos está na dose com que as pessoas levam um pouco delas em si. E ultimamente, o ser humano tem praticado diárias overdoses de conformismo, alienação e ignorância.

É um pouco do que pouco penso.

Victor França.

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